Export Performance & Intelligence

Tela 1
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Resumo
lataforma analítica de exportação com visão 360° de performance comercial, mercados globais, clientes, produtos, margens, metas, logística, câmbio e resultados financeiros.
Contexto e objetivos
Construir um dashboard executivo completo para uma exportadora de alimentos premium, simulando o cenário real de uma empresa que vende para 28 países: da receita e margem até logística, inadimplência e projeção de fechamento do ano. O objetivo era ir além do "gráfico bonito" e entregar uma ferramenta de decisão — cada página responde a uma pergunta de negócio concreta (estamos batendo a meta? qual cliente está escapando? onde a operação perde prazo?), com os visuais certos para cada tipo de pergunta.
Insights e descobertas
O ponto que mais me surpreendeu foi como pouca coisa muda muito: trocar oito cartões estáticos por um painel único com mini-gráficos de tendência tornou a primeira tela do relatório muito mais rápida de ler, sem adicionar nenhuma informação nova — só reorganizando o que já existia. Outro achado interessante veio de cruzar duas informações que normalmente ficam em telas separadas: dependência de carteira em um único cliente é um risco real para o vendedor, mas esse número nunca aparece perto do resto do desempenho dele — coloquei os dois lado a lado, e a leitura muda.
Resultado e impacto
Um dashboard com 11 páginas analíticas, funcionando de ponta a ponta: da visão executiva ao detalhe por cliente e por país, passando por vendas, produtos, logística, equipe e financeiro. Cada página tem contexto explicativo embutido — inclusive um guia de análise dentro do próprio relatório, para quem for usar o painel sem ter acompanhado a construção dele. É o tipo de trabalho que mostra como eu penso um problema de dados: da pergunta de negócio até o visual certo, sem pular etapas.
Metodologia e abordagem
Comecei pela base de dados (mais de 96 mil transações, com 20 padrões de negócio propositalmente escondidos nela) e modelei o relacionamento entre vendas, clientes, produtos, logística e financeiro do zero. Cada página do relatório foi desenhada em torno de uma pergunta específica que um diretor, um gerente comercial ou um analista financeiro faria de verdade — e só depois entrou o visual que melhor respondia a ela: mapa para concentração geográfica, dispersão para cruzar duas métricas, cascata para explicar de onde veio uma variação. Testei cada página como se fosse apresentar para alguém que nunca viu o modelo, ajustando o que confundia.
Desafios e aprendizados
O maior desafio não foi visual, foi de confiabilidade: garantir que nenhum número no painel estivesse errado ou incompleto, mesmo em casos de borda — um cliente sem compra recente, um embarque ainda não entregue, um título parcialmente pago. Prefiro perder tempo validando um cálculo do que entregar um dashboard bonito com um número furado. Também aprendi, na prática, que "informação disponível" e "informação lida" são coisas diferentes: um card sozinho comunica menos que o mesmo número ao lado de uma tendência de 12 meses ou de uma barra mostrando a distância até a meta — pequenos elementos de contexto mudam completamente a velocidade com que alguém entende o que está vendo.
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