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VoltEx Distribuidora: o painel que mostrou onde a distribuição perdia dinheiro e espaço

Tela 1 do projeto VoltEx Distribuidora: o painel que mostrou onde a distribuição perdia dinheiro e espaço

Tela 1

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Resumo

Um painel de gestão para uma distribuidora de baterias que vende para empresas. Reúne vendas, metas, clientes, entregas, estoque e lucro numa só tela, com navegação simples e leitura em 30 segundos. Descobriu um centro de distribuição operando acima da capacidade na maior parte do tempo.

Contexto e objetivos

A VoltEx Distribuidora é o braço de atacado de uma fabricante de baterias para carros, caminhões e motos. Ela atende concessionárias, frotas, supermercados e lojas de autopeças a partir de quatro centros de distribuição (SP, PR, BA e GO). As informações estavam espalhadas, e cada área olhava só para o próprio pedaço. O objetivo era dar à diretoria uma visão única para responder perguntas simples: Estamos ganhando dinheiro, e onde ele se perde no caminho? Os vendedores estão batendo a meta, e quanto custam em comissão e desconto? Dependemos de poucos clientes? Entregamos no prazo? Algum depósito vai ficar sem produto, ou já não cabe mais nada? Qual produto realmente sustenta o negócio?

Insights e descobertas

A rede de depósitos está desequilibrada. Cada depósito recebe cerca de um quarto do estoque, mas as capacidades vão de 20 mil a 50 mil unidades. O de Goiás passou da capacidade em 34 dos 48 meses e chegou a 185%. Enquanto isso, o de São Paulo operou em média a 47%. O desconto pesa muito mais que o frete. Os descontos somaram R$ 143 milhões em quatro anos, cerca de 17 vezes o gasto com frete. É a principal alavanca de lucro nas mãos da distribuidora. Baterias de caminhão e trator sustentam o negócio. São 20% das unidades vendidas e metade da receita. As de moto são 35% do volume e só 10% da receita. Não há dependência de poucos clientes. 39 dos 50 clientes formam 80% do faturamento, e nenhum cliente parou de comprar. A margem é saudável e estável. Foram R$ 1,77 bilhão em vendas líquidas, com 48,7% de margem bruta.

Resultado e impacto

O painel dá à gestão condições de agir em quatro frentes: Remanejar estoque: mostra qual produto transferir, de qual depósito para qual, antes de faltar espaço ou produto. Antecipar falta de produto: o próprio gestor define o nível de alerta, em vez de descobrir a falta depois. Vigiar descontos: compara desconto concedido e lucro por vendedor e mostra quanto cada real de desconto custa. Ter uma fonte única de verdade: todos olham os mesmos números, com conclusões escritas em português claro. Projeto de portfólio desenvolvido com dados simulados. O próximo passo para medir o retorno seria aplicá-lo numa operação real por um trimestre e comparar com a situação anterior.

Metodologia e abordagem

Comecei pelos dados, não pelo visual. Antes de desenhar qualquer tela, analisei os 20 mil pedidos de quatro anos para entender o que eles conseguiam e o que não conseguiam responder. Depois organizei o painel em sete páginas, uma pergunta de negócio por página. Cada página traz: o resultado principal no topo; um gráfico que explica o porquê; uma frase de conclusão escrita automaticamente a partir dos números. O visual segue a identidade da marca: fundo escuro e laranja como cor de destaque. Não há excesso de caixas nem de gráficos disputando atenção. Os filtros ficam num painel lateral que abre e fecha, e o topo de cada página mostra quais filtros estão ativos. Ao passar o mouse sobre um produto, aparece a foto real dele com os números de venda e estoque.

Desafios e aprendizados

Dados que não contam a história esperada. O plano original previa um mapa de produtos em falta, mas nenhum depósito chegou a zerar estoque. Troquei a pergunta “onde faltou?” por “onde vai faltar?”, medindo quantos meses de venda cada estoque aguenta. É um alerta mais útil, porque chega antes do problema. Metas que não fazem sentido. As metas cadastradas eram muito menores que as vendas reais, e todos os vendedores apareciam com mais de 1.500% de atingimento. Em vez de esconder isso, o painel sinaliza a inconsistência e recomenda corrigir a base antes de usá-la para pagar comissão. Dar o nome certo às coisas. A base mostra se a entrega chegou no prazo, mas não se chegou completa. Por isso o indicador se chama “entrega no prazo”, e não um nome mais pomposo que prometeria o que não mede.

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